Reflectindo sobre o Natal
1107
portfolio_page-template-default,single,single-portfolio_page,postid-1107,theme-bridge/bridge,bridge-core-2.3.6,woocommerce-no-js,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,qode_grid_1300,qode-overridden-elementors-fonts,qode_disabled_responsive_button_padding_change,columns-3,qode-child-theme-ver-1.0.0,qode-theme-ver-22.2,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-6.2.0,vc_responsive,elementor-default

Talvez esta não seja a reflexão que mais gostarias de ler. Ora, paciência! Não vim ao mundo para agradar, ainda que que todavia existam momentos em que a minha criança ferida o tente fazer. Eu vim ao mundo para ser, para me expressar e quiça, sendo possa criar caminhos para a transformação e o amor. Mas, agora estou aqui para escrever sobre o Natal e não sobre mim!

Já te questionaste verdadeiramente sobre o que significa o Natal? Sim, eu sei que provavelmente és daquel@s que responderia que o Natal é família, é magia… Sim, sim, já sei! No entanto, convido-te a que pares só por um breve instante e te perguntes “o que é o Natal?”.

Lamento, lamento vir agitar águas neste momento em que o que mais se quer é estar com a família e, felizmente, já nos disseram que “se nos portarmos bem” teremos direito a Natal em família. Eu sim quero agitar água não para acabar com o Natal, sim para trazer consciência a este momento.

Mesmo não sendo para falar de mim tenho de te dizer – “Eu não gosto do Natal!”. Não gosto e pronto! Já tentei, digo-te que já tentei de todas as formas mas não encaixa em mim! Sinto o Natal como uma fraude, um grande circo com semelhanças de farra de alienação. Começa dias antes, para alguns até semanas, tirando-os do recolhimento que a chegada do Inverno convida para o frenesim de compras, ementas, preparativos. Veste-se a cara com um sorriso e finge-se o conto de que são felizes. Come-se e bebe-se em exagero (mesmo que semanas antes não se saísse de casa por medo de um vírus, mas quem disse que o sistema imunitário tem algo a ver com isto? ou que comer e beber em excesso tem algum problema?), fala-se demais, dorme-se tarde… Enfim… E, agora, talvez já te sintas a ferver e te questionando “mas será que o Natal dela não tem momentos bons?”. Pois evidentemente que tem e até já consigo ter a sabedoria que me permite viver estes encontros natalícios como algo “agradável”, ainda que depois demore 2 ou 3 dias a recuperar da devastação energética que me causou!

Lamento, preciso dizer. O Natal é uma alienação, o roubo de uma celebração sagrada pagã que se transformou num fenómeno de distração que serve o capitalismo, a indústria farmacêutica e a alienação espiritual. Lamento, precisava de o dizer não num grito de raiva mas num múrmurio de esperança que a verdade e o amor se restabeleçam na Terra.

Porém, não quero terminar este texto deixando-te um sabor amargo. Eu gosto sempre de ver cada situação como uma oportunidade e o Natal não é excepção! Conheço muitas pessoas que tal como eu não gostam do Natal. Então para ti, se és d@s que não gostam, ou para ti se és d@s que gostam e estás disponível para levar mais consciência para a tua mesa natalícia, aqui ficam algumas sugestões!

  • nos dias à volta do Natal passa tempo de qualidade contigo. Medita, caminha na Natureza, acende uma vela e escuta música que te traga paz.
  • se sentires a energia pesada e tu própri@ sobrecarregad@ experimenta fazer um banho de ervas. Uma mistura de alfazema, alecrim e sálvia podem trazer uma energia nova.
  • se escolhes dar presentes fá-los tu mesm@ ou oferece prendas com sentido, apoiando artesãos, artistas, comércio local. Oferece experiências, oferece amor.
  • lembra-te do Planeta! Embrulha os teus presentes reutilizando papéis, caixas ou embalagens. E se gostas de embrulhos decorados usa elementos da Natureza e/ou materiais naturais. Faz escolhas conscientes!
  • não cozinhes nem comas/bebes em excesso. Se o Natal é amor começa por te amar a ti e ficar empaturrado pode até parecer agradável no momento só que já sabes, não compensa!
  • e por último, antes de entrares naquela velha discussão que surge todos os anos, dá um passo atrás, observa e respira. Será que queres mesmo alimentar esse assunto?

Eu não gosto do Natal mas gosto muito de pessoas que gostam do Natal, então o Natal faz parte da minha vida e, ao invés de ficar de mau feitio como quando tinha 15 anos, hoje procuro contribuir para a alegria, a verdade, o amor e a consciência. E algo que já de há uns anos para cá faço questão de ter presente nas celebrações natalícias são velas, óleos essenciais e cristais. Faz toda a diferença!

Lembra-te que não tens de estar onde não queres estar. Não tens de comer o que não queres comer. Não tens de entrar em conversas quando o que te apetece é silenciar! Sê tu!

Que possamos dar um novo sentido ao Natal!